ENTREVISTA COM EMERSON ELIAS

Com apenas 16 anos, Emerson já dava os primeiros passos em sua vida profissional. Em 1998, ele partiu para o empreendedorismo, onde de uma forma diferente, tentou seguir os passos do pai, montando um aviamento e posteriormente uma loja de tecidos. Por gostar muito da área de criação, Emerson não sentiu-se bem em seus primeiros empreendimentos e logo decidiu adentrar no campo da comunicação visual. Casado com Ieda Regina e pai de dois filhos, Emerson sente-se realizado, mas ainda espera muito do futuro. Em um bate papo bastante interessante, ele falou do seu trabalho e das suas expectativas para o futuro.

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Fotos: Hélida Chagas

Como você começou o negócio?

Emerson Elias – Desde pequeno sempre ajudei meu pai no aviamento, mas já na adolescência eu sentia a necessidade de ter meu próprio negócio. Por influência da família montei um aviamento, mas sempre tinha vontade de trabalhar com artes gráficas, comunicação visual, enfim. Foi quando, certa vez, Marcondes Moreno estava montando uma peça, “Velório a brasileira”, e ele pediu para que eu fizesse uma arte da sua peça. Eu mesmo fiz e ele divulgou a peça dele. Foi daí que começou o negócio da Sign.

 

Em que ano você começou a empreender?

Emerson Elias – Comecei no ano 2000, e quando comecei com gráfica, o nome era Emerson Artes Gráficas, nome que perdurou até o ano de 2004. Depois disso, eu comprei uma máquina de recortes, porque na época o que se usava muito era adesivos em recortes. No início tudo era muito amador, comecei com offset, em 2003, conheci a impressão a base de solventes. Mas, desde que eu quis abrir uma empresa, sempre imaginei algo totalmente diferente do que tinha em Santa Cruz do Capibaribe.

 

Como você percebeu a oportunidade do negócio da comunicação visual?

Emerson Elias – Tudo começou quando eu tive a vontade de abrir uma empresa. Então fiz uma pesquisa de mercado, onde passei a observar os tipos de empresas existentes em Santa Cruz e percebi que na cidade ainda não tinha empresas voltadas para a comunicação visual. Eu já sabia um pouco sobre o segmento, mas achava o nome muito amador, pessoal. Então,  quando comprei minha primeira impressora profissional,  em 2006, senti a necessidade de profissionalizar a empresa e criei a Sign Digital.

 

Você vem de uma empresa familiar e na cidade, todos os empresários geralmente encaminham os filhos para a confecção. Com você foi diferente, por que?

Emerson Elias – Eu venho de uma família de 5 filhos, sou o quarto e começamos de fato ajudando aos nossos pais, onde cada filho ocupava um cargo na empresa. Só que por não ser uma empresa tão grande, eu ficava muito sem ter o que fazer e por gostar de trabalhar e estar sempre em atividades, eu quis abrir a minha própria empresa para poder trabalhar mais.

 

Você disse que no início abriu um aviamento e depois passou a trabalhar com comunicação visual. Dava mais dinheiro?

Emerson Elias – No começo, a empresa dava muito mais lucro do que eu imaginava. Mas, eu não criei a empresa visando ganhar dinheiro, até mesmo porque eu não precisava pensar em dinheiro e criei a empresa pensando em me satisfazer profissionalmente e oferecer um serviço de qualidade a minha cidade.

 

E hoje, como está?

Emerson Elias – Hoje, a gente consegue se manter, porque surgiram outras empresas tanto na cidade como em Caruaru. Como você sabe, a tecnologia para o segmento em que eu atuo é atualizada de forma muito rápida. Então, quando viajo para as feiras de negócios e encontro as novidades, eu tento vislumbrar o que daria certo para Santa Cruz e quando vejo que o mercado absorve, eu trago e implemento o serviço em minha empresa. Hoje eu emprego 25 pessoas e mantenho parcerias com mais duas empresas familiares que é a Imprimimos, do meu cunhado e a de Ieda que trabalha com o MDF.

 

Viajando por essas feiras de negócios, quais as oportunidades que visualizou por lá e conseguiu implementar para o seu empreendimento?

Emerson Elias – Uma das novidades que eu trouxe para cá, é essa máquina de halter, que imprime as letras em PVC. Temos que inovar, porque a impressão digital hoje já está se estabilizando no mercado. No início ela cresceu muito e agora está estabilizada, até mesmo porque com as novas necessidades das cidades, as empresas têm buscado se despoluir visualmente e a gente tem que ir acompanhando essas mudanças.

 

O que você acha do mercado local e quais são as suas perspectivas para o futuro?

Emerson Elias – Por Santa Cruz do Capibaribe ser essa cidade empreendedora, com empresários sempre envolvidos com a questão da inovação de suas coleções, a Sign teve que se rebuscar e estudar o mercado de acordo com a necessidade do cliente, a fim de oferecer o melhor para os nossos clientes. Hoje eu fico muito lisonjeado por os empresários acreditarem tanto no potencial da minha empresa, assim como também a todos os meus colaboradores, minha família. Estou realizado com a minha empresa e que venham mais 15 anos, pois pode ter certeza que farei por onde merecer. Porque minha visão empreendedora é ajudar a outras empresas a se desenvolverem também através da comunicação visual.

 

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