O DOCE SABOR DA CARTOLA

Uma sobremesa simples, fácil de fazer e muito apreciada pela alta sociedade brasileira.

Quando sentimos aquele cheirinho de banana caramelizada, queijo assado e canela, logo o nosso cérebro no remete a uma autêntica sobremesa, genuinamente nordestina, e que poucos sabem, surgiu em Pernambuco, no século 15, com a chegada dos colonizadores portugueses. A cartola foi considerada Patrimônio Cultural Imaterial do Estado de Pernambuco, através da Lei 13.751, de abril de 2009, e é uma das mais tradicionais sobremesas pernambucanas.

Originária das casas-grandes dos engenhos, sua receita é resultado da mistura de ingredientes, técnicas e hábitos culturais dos colonizadores portugueses, dos indígenas que aqui viviam e dos escravos africanos, uma mostra da miscigenação dos três principais povos que formaram a cultura do Nordeste do Brasil.

De acordo com estudos realizados pela Fundação Joaquim Nabuco, não é possível precisar quem a inventou, nem onde ou quando foi produzida pela primeira vez. É provável que o nome Cartola seja por causa do seu formato alto, pela superposição de camadas de banana e queijo, além da cor escura devido à canela.

Seus ingredientes são a banana madura, de preferência a prata – variedade trazida pelos portugueses das Ilhas Canárias –; o queijo do sertão, conhecido também como queijo manteiga, produzido a partir da manteiga de garrafa, muito apreciada pelos escravos e conhecida na África como ghee ou butteroleo; o açúcar e a canela.

 

Receita da Cartola

INGREDIENTES:

  • 2 bananas pratas maduras;
  • 1 colher de sobremesa de manteiga;
  • 2 fatias grossas de queijo do sertão;
  • 1 xícara de açúcar cristal;
  • 2 colheres de sopa de canela.

 

PREPARO

– Frite as bananas na manteiga (quanto mais maduras melhor), até que fiquem bem douradas. Coloque já no prato em que vai ser servida.

– Derreta o queijo, no fogo (se necessário use um pouquinho de leite). Esse queijo deve cobrir completamente as bananas.

– Misture açúcar e canela. E cubra o queijo, generosamente. Tanto que sobre bastante, pelos lados do prato – posto que, com frequência, se usa esse excesso para besuntar a garfada dessa banana com queijo. Sirva imediatamente.

 

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